Atração
nacional na Festa dos Visitantes, pra quê?
Um dos assuntos mais comentados nas esquinas da cidade,
mercados, roda de amigos e, principalmente, nas redes sociais é sem dúvida a
polêmica em torno da contratação da cantora baiana Ivete Sangalo como atração
principal para a Festa dos Visitantes, evento que antecede a disputa na arena
entre Garantido e Caprichoso e que é um atrativo a mais para quem vem
prestigiar o Festival Folclórico de Parintins.
Pois bem, entre as polêmicas envolvendo o assunto giram
questionamentos do tipo: Porque trazer uma atração tão cara (o show da cantora
está custando em torno de R$ 500 a R$ 700 mil, segundo especulação de sites)?
Ou ainda, porque uma atração de fora de Parintins se a cidade tem tantos
talentos locais? Entre outras coisas que poderiam ser elencadas aqui tornando a
lista enorme, mas nos atenhamos a esses dois fatores.
Parintins promove, no último final de semana do mês de
junho, o maior Festival Folclórico do Brasil sem sombra de dúvida e isso já é
algo comprovado. Para cá, convergem pessoas de toda parte do país, que vêm a
procura de um ritmo, uma dança, um estilo musical que é característico daqui e
não existe em nenhum outro lugar: a Toada de Boi. Então, o mais coerente, ao
meu ver, seria que a Festa dos Visitantes, que é a primeira atração cultural
para quem chega aqui, fosse voltada para a divulgação do nosso ritmo e da nossa
cultura. Mas, não é o que ocorre há anos, quando se dá preferência a atrações e
ritmos de fora em detrimento da contratação de
artistas locais para conduzirem a festa.
Ivete Sangalo é um super show, está entre um dos mais
concorridos para se contratar (um dos motivos pelo qual se dúvida da sua vinda
à Parintins de última hora) e qualquer pessoa gostaria de prestigiá-lo, mas
numa micareta, num carnaval, enfim, em qualquer lugar, menos no Festival
Folclórico de Parintins. As pessoas que vem pra cá querem ver e ouvir o que a
cidade tem a oferecer e que talentos musicais existem aqui. E digo, nesse quesito
a Ilha realmente é privilegiada, não é a toa que ganhou o status de “terra dos
artistas”. Temos músicos e bandas nos mais variados estilos como pagode,
bolero, forró e claro o boi bumbá. Bandas em número suficiente para fazer até
duas festas dos visitantes. Realizar uma Festa dos Visitantes somente com
atrações locais, penso que deixaria todos felizes.
Primeiro os artistas, por que se sentiriam valorizados;
depois o público daqui, pois teriam a oportunidade de prestigiar seus
conterrâneos; as autoridades ficariam “bem na foto” por valorizar estes
talentos e sem dúvida os mais satisfeitos seriam os turistas que levariam uma
boa impressão, achando que essas atrações locais são valorizadas ao longo do
ano todo, quando na verdade tudo é maquiado, assim como as outras coisas que
funcionam no período do festival (ruas asfaltadas, segurança suficiente,
hospitais funcionando até com UTI, etc).
E para finalizar, um outro motivo para não se trazer uma
atração nacional é o fato de que um turista que tenha condições financeiras de
vir à Parintins no período do Festival é uma pessoa com posses para assistir um
show nacional em qualquer parte do Brasil (visto os altos custos para vir pra
cá, desde passagens, entradas no bumbódromo e hospedagem que estão entre umas das
mais exorbitantes praticadas em festas regionais). Já os moradores daqui, com
toda certeza, adorariam ver Ivete agitando a multidão, contudo, mais do que
isso, creio que eles queriam ver esse dinheiro sendo investido aqui, o ano
todo, em obras que durassem mais que duas horas de um espetáculo que vai passar
tão rápido e que talvez eles nem consigam assistir, assim como o festival que
há tempos deixou de ser feito para o povão.
Autora: Tereza Almeida- jornalista
Colaboração: Max Costa - Parintinense, aluno de
Doutorado em Engenharia Química pela FEQ/Unicamp
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*Ataíde Tenório
Igual a outros órgãos
governamentais que nesse período do ano desembarcam em Parintins e a
transformam em cidade dos sonhos, o Detran e outras autarquias cumprem seus
papeis e mostram que aqui tudo funciona. Blitz em vários pontos apreende motos
que o ano inteiro circulam livremente e só agora por estarem irregulares são
levadas ao 11º Batalhão da PM e Delegacia. Já é grande o número de motos
apreendidas, e até 3 de julho quando encerram as blitz, o número deve aumentar.
Bem que esse quantitativo exagerado de apreensão poderia alertar o Detran e
Governo do Estado a perceberem que algo está errado, já que muitas no decorrer
do ano transitam irregularmente na Ilha.
Abordados nas blitz
querem saber: por que após reivindicações o Detran funciona precariamente, com
poucos profissionais e aparelhamento defasado na cidade? E o pior, muitos
serviços não são realizados. As pessoas têm razão quando afirmam que antes de
cobrar legalidade no trânsito, a autarquia deveria fazer sua parte, o que para
muitos não acontece. Para eles se o órgão não dispõe um posto com profissionais
para a retirada de documentação de veículos, habilitação e outros serviços, não
pode chegar e exigir a legalização dos condutores. E dizem: se o Detran
funcionasse, o número de veículos apreendidos seria menor e mais pessoas seriam
habilitadas.
Enquanto os órgãos vão
passar essa semana, e mostrar que tudo funciona, o parintinense precisa ter
paciência com os agentes do Detran, e depois procurar outras formas para se
legalizar. Agora, é hora de aproveitar as estruturas presentes para cuidar da
saúde, documentos de terra, e pendências jurídicas, já que após o Festival,
quase tudo vai embora, e a cidade volta a ser pacata, e aí irmãos, como diz Ivo
Cunha: “Tudo está como Dante no Quartel de Abrante, tudo volta à estaca zero”.
Isto é: a cidade volta a viver todas as dificuldades, praticamente movidas com
o dinheiro do funcionalismo público.
* O autor é Repórter Fotográfico e Diretor do Jornal Gazeta Parintins
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Segundo estimativa, cerca de 90% dos casos de suicídio
possuem relação com algum transtorno mental não tratado de forma correta, como
a bipolaridade e a depressão, além do uso de drogas que também é algo comum. A
pessoa que se encontra deprimida não possui nem mesmo energia para cometer
suicídio, assim passar a tomar medicamentos para passar a ter energia para
realizar o que deseja se matar. Outro motivo que leva alguém a se matar é que
quando a pessoa toma esta decisão, a mesma fica mais aliviada, no qual passa a
reencontrar velhos amigos para se despedir, sendo que outros sinais que leva a
entender que a pessoa deseja cometer suicídio é passar a desfazer de seus bens
materiais e pagar suas contas para não deixar dívidas.
Jamais a pessoa que está pretendendo cometer suicídio
chegará a algum amigo ou familiar dizendo que deseja se matar, no entanto, a
mesma vai dizendo coisas como “não consigo entender o motivo por eu estar
vivo”, “a vida não tem mais sentido para mim”, “não aguento mais viver”, enfim,
estes são alguns sinais. Caso você comece a perceber que alguém próximo irá se
matar é preciso ter uma conversa franca e perguntar se ela tem em mente a
possibilidade de um suicídio e levá-la para um psiquiatra, pois este é a única
pessoa que pode ajudá-la.
Quando alguém da família comete suicídio é quase
impossível que os parentes próximos, como irmãos, pais, tios, enfim, os
familiares sentem culpa, além de ser um luto silencioso, fazendo com que a dor
seja maio. Pois, quando alguém morre de acidente ou alguma doença, a morte é
comentada, já no caso do suicídio o assunto é outro, tornando-se um tabu.
Fonte:
Blogdicas.net
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* Carolina Brasileiro
Concurso
Público e o Direito do Deficiente.
As
dificuldades dos deficientes nos concursos públicos envolvem desde baixa
qualificação, devido às oportunidades
mínimas oferecidas no ambiente familiar, escola, e comunidade, que dificultam a inserção no mercado de trabalho. É
necessário que a população conheça seus direitos e saiba as obrigações como cidadão. Em relação ao concurso público fica
assegurado a pessoa com deficiência
se inscrever com igualdade de condição
com os demais candidatos para provimento de cargos cujas as atribuições seja compatível com a deficiência.
É vedado
a autoridade competente obstar a
inscrição da pessoa com deficiência em concurso público para ingresso em carreira da administração pública
federal direta e indireta. Inclusive garantir a pessoa com deficiência o pleno exercício dos direitos. Os Concursos públicos
e os processos seletivos tem uma cota destinada ao deficiente. O decreto
3.298-99 diz que é de 5 a 20% as vagas destinadas, quando se tratar de concurso
a nível nacional.
Concursos
a nível estadual são guiados pelo
decreto 30.487 de 16 de setembro de 2010 que estabelece o artigo 28, onde deve
se destinar 10% das vagas. Os concursos municipais quando não tiver legislação
própria devem se guiar pela legislação estadual. Para o cumprimento dessas
vagas muitas vezes, é necessário a interferência do Ministério Público para que
possa haver a aplicabilidade do provimento de vagas. O deficiente tem direito a
adaptação da prova em suas varias modalidades específicas a deficiência e a uma
hora adicional para realização da prova.
* A
autora é vice-presidente da UDEVIP; é Especialista em Direito do Trabalho
Previdenciário; cursa Especialização em Direito Tributário.
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